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ESTRATÉGIAS ARTICULADORAS DAS TICs NA SALA DE AULA PELOS ASPECTOS ADMINISTRATIVOS E PEDAGÓGICOS DA ESCOLA: UMA REFLEXÃO.


A sociedade exige que a escola revele mudanças de atitude e de concepção de educação no tocante a esta nova forma de aquisição de conhecimentos que está acontecendo advinda das tecnologias midiáticas que gradativamente estão sendo inseridas no contexto escolar através de projetos que objetivam construir alunos/sujeitos com características inerentes desta época marcada pelo avanço das tecnologias bem como pela inserção das mesmas em todos os setores da vida humana: trabalho, educação, saúde, segurança, lazer e etc. Isto consequentemente produz transformação no que se refere às formas de produzir, e armazenar informações e conhecimentos articulados por meio da TICs.
A escola é desafiada a experimentar novas idéias, articular novos conceitos e práticas administrativas e pedagógicas de gestão das mídias com atividades voltadas para resolver as problemáticas da realidade social em que está inserida. Percebe-se que inserir as mídias na escola não é uma responsabilidade exclusiva do professor, mas sim de todos os componentes responsáveis para que a escola funcione, então é importante que os gestores comprometam-se com a superação deste novo desafio. Tem que se pensar que os aspectos pedagógicos e administrativos da escola não são duas ilhas sem possibilidades de acessos entre elas. Há de se construir pontes que permitam este acesso, para que se integrem, troquem experiências, encarem os problemas, aprendam dialogando, desenvolvendo novas competências e habilidades. Nesta perspectiva os membros da escola: pedagógicos e administrativos; docentes e discentes tem a oportunidade de promover e partilhar desenvolvimento, integração através comunicação, da busca de alternativas pedagógicas por meio de projetos que favoreçam a participação de todos e a transformação da realidade.
Tratar de “estratégias que podem ser utilizadas para integrar o uso das TICs de forma articulada entre os aspectos pedagógicos e administrativos” engloba o pensar na promoção de uma gestão democrática, participativa, comprometida com a troca de experiências que favoreça a colaboração de todos construindo elos que compõem a tessitura da dinâmica da escola atual. Esta nova dinâmica escolar pode e deve ser construída com as ferramentas tecnológicas especialmente o computador e suas diversas possibilidades de utilização compartilhadas socialmente como: emails, blogs, orkuts, hipertexto, são páginas e páginas na internet que funcionarão como portas para que todos os membros da comunidade escolar não só pesquisem e registrem suas produções, mas, sobretudo comuniquem-se, compartilhem experiências, expectativas, objetivos, avanços, retrocessos. São inúmeras possibilidades de mudanças que podem ser articuladas em parcerias pelos articuladores dos processos pedagógico e administrativos e que despertam a curiosidade e incitam a construção e reconstrução de uma prática que supere o trabalho fragmentado e promova o trabalho colaborativo. Todos estes fatores aliados melhoram o trabalho dos gestores, dos professores e ajudam o aluno a construir sua própria história de forma diferenciada, dinâmica traçada a partir de diversos olhares e diferentes instrumentos tecnológicos.
As conexões proporcionadas pelas mídias modernas são alternativas viáveis se utilizadas de forma séria, responsável, crítica e criativa para promover aprendizagens significativas que envolvam toda a comunidade escolar. Porém a tecnologia sozinha nada faz. O professor sozinho nada faz. O gestor sozinho nada faz. É preciso que professores e gestores, administrativos e pedagógicos se unam nesta empreitada, com espírito de equipe, construindo novas redes de relações na escola em busca de estratégias condizentes com o avançar das tecnologias, da sociedade e da educação. Certamente isto não acontecerá da noite para o dia ou como num passe de mágica, mas acontecerá um pouquinho a cada dia se todos os envolvidos na escola adquirirem a compreensão de que mudanças se fazem necessárias no contexto atual e elas acontecerão a partir da atuação positiva de cada um que faz parte do processo.

Altina Costa Magalhães

Estratégias Articuladoras das TICs na sala de aula: uma reflexão. publicado 1/12/2010 por Altina Costa Magalhães em http://www.webartigos.com

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/53487/1/Estrategias-Articuladoras-das-TICs-na-sala-de-aula-uma-reflexao/pagina1.html#ixzz1D202ltON


 A RELAÇÃO DAS CRIANÇAS COM AS TICs
 Será que as crianças nos primeiros anos escolares dominam as novas tecnologias? Como é a relação com o desconhecido (será desconhecido)? Tentaremos responder aqui estas e outras questões concernentes ao uso das tecnologias por parte das crianças no ambiente escolar. As novas tecnologias são também fontes de aprendizado para as crianças.
Para Morin (2000) A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesma-, a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, pessoas estas que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa – ninguém obriga que ela ocorra; é uma relação feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa aprendemos vendo as histórias que os outros nos contam. Mesmo durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma – mais fácil, agradável, compacta sem precisar fazer esforço. Ela continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto estamos entretidos.
Há muitos programas computacionais que podem favorecer a aprendizagem das crianças, por meio do visual e do áudio as crianças assimilam mais os conceitos pretendidos, além de se divertirem e aprenderem. No Congresso Educar (2002) se discutiu que há programas para crianças de cinco anos que as ajudam a fazer relações mentais e cognitivas, que normalmente só fariam mais tarde, quando estivessem alfabetizadas. A geração da cibercultura, diz ela, vem absorvendo com a internet um novo paradigma mental, que no futuro fará dessas crianças adultos com maior capacidade de aprender por si mesmos.
Percebe-se então que as crianças desde pequenas têm contato com diversas mídias e através delas elas aprendem muita coisa. As mídias são meios pelos quais as crianças aprendem de forma prazerosa e dinâmica, seu uso na escola favorece em muito a obtenção de conhecimentos.
Portanto, as Tic´s através de suas facilidades e diversidade de uso, favorecem em muito o aprendizado das crianças, pois através destas mídias as mesmas aprendem com muito mais entusiasmo e interagem de forma prática com essas novas tecnologias, já fazem parte, na maioria das vezes, de seu cotidiano. Além do mais através das Tic´s o aprendizado acontece de forma dinâmica e atrativa, incentivado a participação das crianças nas diversas atividades realizadas na sala de aula, com a mediação do professor e funcionando como mais um riquíssimo recurso de ensino.
Para Haetinger (2005) o aluno através destas ferramentas, [as novas tecnologias] deve se comprometer muito mais com o aprendizado, o que não acontecia com o ensino tradicional, de apenas recepção de conteúdos. Sob a própria perspectiva do construtivismo, as novas tecnologias dão a noção do concreto e do prazeroso, oferecendo ao educando uma maior interação com a aprendizagem. Papert (apud. Almeida, 2000) diz que a característica principal do construcionismo é a noção de concretude como fonte de ideias e de modelos para a elaboração de construções mentais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto, sobre a importância das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC como facilitadora e promotora da aprendizagem, pode-se afirmar que ainda são muitos os desafios para a implantação das mesmas no ambiente da sala de aula, mas aos poucos estão surgindo idéias para a incrementação dessas tecnologias no ambiente escolar.
A temática foi de fundamental importância, pois trouxe um enfoque maior à questão do uso das novas tecnologias como auxiliadora e facilitadora da aprendizagem das crianças. Além de ressaltar a contribuição das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC como recurso pedagógico eficiente e rico para utilização, por parte dos educadores.
Pode-se concluir que as TIC além de serem um recurso pedagógico interessante e importante para o professor, é uma ferramenta que torna a aprendizagem das crianças mais significativa e mais prazerosa, contribuindo inclusive para a felicidade da criança na escola e estimulando-a a vir para a escola.
Pode-se também, com a escrita do artigo, construir uma fonte de pesquisa para estudiosos, pesquisadores e educadores, oferecendo-os subsídios para as suas práticas de pesquisa e ensino, além do mais pretende-se com o mesmo uma maior atenção e valorização das TIC no ambiente escolar, mais especificamente na sala de aula.
 Fonte:Artigonal

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Um problema que tem atormentados os professores é quando o arquivo vem no formato aberto .odt e a maioria só usa Microsoft Word .doc ou .docx. Instalar o OpenOffice ou BrOffice nem pensar, então como fazer? Todos os micros do laboratório da escola são Linux e usam o formato .odt e meu notebook roda Windows e Microsoft Office como vou fazer?

Seus problemas acabaram (não podia perder a piada) agora tem um complemento para Word que abre o formato.odt.
ODF Add-in for Microsoft Word é um plugin para o seu Microsoft Word, que faz com que o programa abra um novo tipo de arquivo, o ODF. Os arquivos ODF normalmente são criados por outros programas de Office, normalmente free e do Linux. Entretanto, o Microsoft Office não veio com suporte nativo a esse tipo de arquivo.

O que é ODF?
Visando criar um padrão para vários tipos de arquivos, a maioria de Office (textos, planilhas, apresentação de slides, banco de dados, imagens etc), foi criado o ODF – OpenDocument Format., forma abreviada de OASIS OpenDocument Format for Office Applications, é um formato de arquivo usado para armazenamento e troca de documentos de escritório, como textos, planilhas, bases de dados, desenhos e apresentações. Este formato foi desenvolvido pelo consórcio OASIS e baseia-se na linguagem XML. O ODF é um formato aberto e público e foi aprovado como norma ISO/IEC em 8 de Maio de2006 (ISO/IEC 26300). O ODF foi o primeiro formato de documentos editáveis de escritório a ser aprovado por uma instituição de normalização independente.

O formato ODF foi desenvolvido por uma grande variedade de organizações, sendo possível aceder livremente às respectivas especificações. Isto significa que o ODF pode ser implementado em qualquer sistema, seja ele de código aberto ou não, sem ser necessário efetuar qualquer tipo de pagamento ou estar sujeito a uma licença de uso restrito. O ODF constitui-se como uma alternativa aos formatos de documentação que são propriedade de empresas privadas, sujeitos a licença de uso restrito ou onerosas, permitindo a organizações e indivíduos escolherem o software que mais lhes convém para lidar com os arquivos guardados neste formato. O formato é independente de plataforma e fornecedor tornando-o adequado para a armazenagem de documentos a longo prazo.
Vários programas já o utilizam, como: OpenOfficeLibreOffice, Google Docs,BrOffice,  Abiword e StarOfice.
Fonte: Bolg Caldeirão de Ideias


A Tecnologia é a aplicação de um conhecimento, de um “saber como fazer”, de procedimentos e recursos para a solução de um problema no nosso cotidiano. 
O professor deve aprender a ler e a escrever as diferentes linguagens, e as diversas técnicas de informação e de comunicação, assim como as distintas representações usadas nas diversas tecnologias. 

A identidade do docente como ator e autor, se estabelece no sentido de ser professor, e confere à atividade docente no seu cotidiano a partir de seus princípios e dos seus valores, o modo de situar-se no mundo, de sua história de vida, de suas representações e saberes, e de sua rede de relações com outros funcionários da educação. 

As tecnologias se caracterizam por: tecnologias de informação, tecnologias de comunicação, tecnologias interativas, tecnologias colaborativas. 
As tecnologias de informação são as formas de gerar, armazenar, veicular e reproduzir a informação. As tecnologias de comunicação são as formas de difundir informação, incluindo as mídias mais tradicionais, da televisão, do vídeo, das redes de computadores, de livros, de revistas, do rádio, etc. Com a associação da informação e da comunicação há novos ambientes de aprendizagens, novos ambientes de interação. 

A Tecnologia Interativa é a elaboração concomitante por parte do emissor (quem emite a mensagem) e do receptor (quem recebe a mensagem), codificando e decodificando os conteúdos, conforme a sua cultura e a realidade onde vivem. As tecnologias interativas se dão através da televisão a cabo, vídeo interativo, programa multimídia e internet. 

As tecnologias colaborativas facilitam as interações entre pessoas e o mundo, permitem um trabalho em equipe satisfatório, e com as diferentes linguagens proporcionam tipos diferentes de aprendizagens. 

Na agenda do século XXI, o professor deve colocar as tecnologias como aliadas para facilitar o seu trabalho docente. Deve-se usá-las no sentido cultural, científico e tecnológico, de modo que os alunos adquiram condições para enfrentar os problemas e buscar soluções para viver no mundo contemporâneo. Ao professor cabe o processo de decisão e condução do aprendizado. De acordo com Gadotti, o professor deve ser um aprendiz permanente e um organizador da aprendizagem. Esclarecemos que um ambiente de aprendizagem não pode se transformar em mero transmissor de informações, mas, na efetivação da comunicação e construção colaborativa do conhecimento.
Ref: Cortelazzo, Iolanda 
Por Amelia Hamze 
Educadora 
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

































O conhecimento de novas tecnologias ainda encontra resistências na escola. Enquanto alguns educadores temem que o uso da internet, de softwares educativos e de plataformas de ensino a distância prejudique o processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos por desconhecer suas potencialidades.

As tecnologias contemporâneas permitem a construção de leituras inovadoras do mundo e ampliam as possibilidades de articulação, construção e circulação da informação. Aprendemos com o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) que os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo. Quanto maior a diversidade de ferramentas dominadas pelo aluno, maior será seu território de ação.

Hoje, presenciamos a articulação de movimentos sociais e da sociedade civil por meio de sites, redes sociais, blogs etc. Não é possível ignorar a quantidade e a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É fascinante a variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar a criança e o adolescente a se apropriar dessas novas linguagens é a única maneira de torná-los competentes para a comunicação coletiva. Toda escola deveria assumir o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma reflexiva.

O orientador educacional e os demais gestores podem contribuir ao auxiliar as equipes a investigar a internet não apenas como uma ferramenta para o conhecimento, mas como uma aprendizagem em si mesma. A linguagem da rede mundial tem uma estrutura própria, com signos e significados que precisam ser compreendidos. É comum as pessoas - inclusive os alunos - identificarem o espaço virtual como sendo de caráter privado e divulgarem informações particulares sobre si ou outros colegas. Ocorre, porém, que isso não é verdade e os problemas de convivência ficam superdimensionados - o cyberbullying é apenas um exemplo dessa prática inapropriada.

Realizar uma pesquisa sobre o uso da internet pelos estudantes pode fornecer pistas interessantes. Investigar, por exemplo, qual o tempo destinado às tecnologias, quais os sites e as redes sociais mais frequentados, a natureza dos jogos preferidos etc. Esse levantamento ajudará a mapear a intensidade e a qualidade da utilização dos recursos tecnológicos pelos alunos, fornecendo parâmetros úteis para a análise pela equipe docente.

Nesse ponto, as escolas deveriam estabelecer uma meta: buscar compreender, nas reuniões pedagógicas ou em outros espaços formativos, as estratégias didáticas para a aprendizagem das linguagens oriundas das novas tecnologias.

Para não cair em armadilhas, o importante é preservar, nos processos de ensino e aprendizagem, o sentido do conhecimento - ou seja, as preocupações e as indagações do aluno, da cultura e da sociedade. A escola que se empenha em inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas problematizá-la.

Catarina Iavelberg
É assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.