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PROFª. ARLETE E SEUS ALUNOS DO 4º. 3

Ser Professor,

Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender…
Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.
Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…




O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.
Cria situações-problemas
                               (Jean Piaget)























PROFª. ROSA FERNANDA E OS VENCEDORES DO XX FESCOLAR, NA POESIA E CRÔNICA

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.

Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...” Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André disse:- É pra copiar no caderno?
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova?
João levantou a mão:- Posso ir ao banheiro?Judas Iscariotes resmungou:- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga. Olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou:
-“Felizes  de vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês”.
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor?- Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois... E Jesus concluiu:
- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo...
Fonte: Blog de Neusa Maria


Profª. Anne Gadotti  e o aluno Vítor, do 1º. ano 1



















Profª. Franciane e seu aluno Maicon, do 1º. ano 2
Um novo educador.


As crianças que nasceram no século XXI precisam de um novo educador. Elas formaram conexões no cérebro que outras gerações não possuíram, por não terem recebido os estímulos necessários para isso. Assisti a um documentário chamado “Mentes Brilhantes”, onde os cientistas mostraram que existem conexões em nosso cérebro que se não estimuladas, elas literalmente morrem. Os estímulos variam desde jogos até tocar instrumentos musicais. A geração do século XXI tem sido mais estimulada e recebido muito mais informação do que qualquer outra que já existiu. A mídia eletrônica e a internet inauguraram um novo mundo. Nós humanos, mexemos muito com o mundo e com as pessoas, por isso as crianças mudaram tanto: para se adaptar ao mundo no qual nasceram. Mudança - é uma palavra chave hoje em dia. Tudo está passando e se transformando, e rápido! As crianças de hoje são muito diferentes, aos quatro anos já querem saber como os bebês são feitos e como nascem. Aos dez anos as meninas estão menstruando, e aos 14,já tem filhos! A mudança já alterou até o funcionamento do corpo. Os pais também não são mais os mesmos. Eles já estão terceirizando a criação dos seus filhos e entregando-os corpo, alma e espírito para a tv, os jogos eletrônicos, a internet, as escolas e para as babás ou tias. Essas e outras mudanças vieram para ficar, temos que saber lidar com elas sem trair nossos princípios e valores. A resistência às mudanças só trazem mais sofrimentos. E abrir mão das virtudes e valores só traz mais problemas. Parece que estamos mesmo em uma encruzilhada. Então qual direção tomar?
O desafio é olhar para esta nova geração com esperança. Nem pessimistas, nem otimistas, mas sim realistas esperançosos.
Quando uma criança nasce ela tem que pegar o “bonde andando”; o bonde é a vida, o mundo, são séculos e séculos de conhecimentos e de história. (Aliás, essa geração de crianças nem deve saber o que é um bonde! Isso já é uma figura ultrapassada). Bem, temos que ensinar o bonde em qual caminho deve andar, para não se desviar dele. Creio mesmo que esta é a nossa missão como pais e educadores. Mas como alcançar o coração desta nova geração? O que deve ser mantido e o que deve se adaptar a tantas mudanças?
A grande questão é: como se adaptar as mudanças contínuas desta época sem ferir os princípios e virtudes? No caso da educação nosso desafio atual é recuperar o equilíbrio entre: limite e liberdade. Deixe-me atualizar minha metáfora, ao invés de bonde usarei o rio. Para o rio correr para o mar ele precisa seguir seu curso, um caminho delimitado, ou então ele deixa de ser rio, pode virar lago, poça d’água ou até secar. Pode se desviar, apodrecer e morrer. O limite do rio o mantém no seu propósito, desaguar no mar. O limite o conduz para vida! “Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz á vida.” Pv- 6.23. O limite deve ser mantido, pois ele assegura a vida.
Educar as crianças estabelecendo limites é um princípio de vida que não deve mudar. O que muda é a forma como fazemos isso, que pode ser amorosa e sábia ou destrutiva e repressiva. O desafio do educador do século XXI é encontrar o caminho do meio, aprender com o passado, analisar o novo homem, se segurar nas virtudes e viver com equilíbrio. Este novo educador está em formação e está aprendendo a tratar a vida de outra forma.
“A vida não é um ensaio, ainda que tratemos muitas coisas; não é um conto, ainda que inventemos muitas coisas; não é um poema, ainda que sonhemos muitas coisas. O ensaio do conto do poema da vida é um movimento perpétuo; isso sim, um movimento perpétuo.” (Augusto Monterroso – escritor).
Movimente-se dentro de princípios que não mudam. Para saber quais são eles, leia e estude a Bíblia. (Alexa Guerra)